quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Plenário pode mudar percentual do PIB que será aplicado na educação

Leonardo Prado
Guilherme Campos
Campos: o aumento de recursos é muito grande e não pode ser decidido só pela comissão.
Oitenta deputados de onze partidos apresentaram um recursopara analisar o Plano Nacional de Educação (PNE – PL 8035/10) em Plenário. A proposta, aprovada por uma comissão especial no último dia 26 de junho, destina 10% do Produto Interno Bruto (PIB) do País ao setor. Se não houvesse recurso, o projeto seguiria diretamente para análise no Senado.
A meta de investimento em educação é a mais polêmica entre os 20 objetivos do plano, que terá vigência de dez anos. A proposta original do Executivo previa o aumento do investimento em educação dos atuais 5% para 7% do PIB em até dez anos. O índice foi sendo ampliado gradualmente pelo relator, deputado Angelo Vanhoni (PT-PR), que chegou a sugerir a aplicação de 8% em seu último relatório, mas os 10% prevaleceram na comissão.
Pela proposta aprovada no colegiado, o governo se compromete a investir pelo menos 7% do PIB nos primeiros cinco anos de vigência do plano e 10% ao final de dez anos. Com o recurso para ser analisado no Plenário, no entanto, esses valores não estão garantidos.
O requerimento, que foi assinado pelo líder do governo, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), ainda precisa ser acatado pelo Plenário da Câmara. Se for aceito, os 513 deputados poderão aprovar qualquer meta de investimento no setor, que ainda será analisada pelo Senado.
Assunto abrangente
O líder do PSD na Câmara e um dos subscritores do recurso, deputado Guilherme Campos (SP), argumentou que o tema é “delicado” e, que por esse motivo, não poderia ser analisado somente pelos 24 deputados da comissão especial. “Estamos falando de um acréscimo de 100% nos recursos da área. Esse é um valor extremamente vultoso e representativo que merece a avaliação de todos os deputados”, explicou.

A Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, que articulou o recurso, também questionou em nota o fato de que o plano aprovado não aponta de onde virá a verba para bancar a ampliação do investimento em educação.
Protelação
Para a deputada Professora Dorinha Seabra Rezende (DEM-TO), que integra a comissão especial do PNE, no entanto, o recurso é “mais uma manobra do governo para protelar a votação do plano”: “A estratégia agora é atrasar a votação ao máximo, já que o governo não vai querer passar uma imagem ruim em pleno período eleitoral”.

Arquivo/ Beto Oliveira
Professora Dorinha Seabra Rezende
 O governo quer adiar a votação, reclama Dorinha.
O coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara, divulgou nota contra o recurso. “Levar o PNE ao Plenário significa atrasar os rumos da educação, impor risco de prejuízo ao texto e retardar o direito à educação de milhões de familiares, estudantes e professores brasileiros. Correto seria debater o projeto no Senado, deixando a tramitação avançar", disse.
O Plano Nacional de Educação define as diretrizes para a área, mas não há risco de interrupção no repasse de verbas para o setor em caso de atraso na deliberação.
Base aliada
Na votação do plano na comissão especial, os deputados da base aliada do governo chegaram a apoiar os 10%. Segundo Dorinha, contudo, o apoio foi resultado da pressão da oposição e das entidades da sociedade civil. “O governo votou com 10% porque não tinha alternativa contra a maioria. Quando viu que ia perder, tentou ganhar pelo menos com a opinião pública”, disse.

Arquivo/ Reinaldo Ferrigno
Angelo Vanhoni
Para Vanhoni, 8% do PIB são suficientes.
O relator do projeto, deputado Angelo Vanhoni, voltou a defender hoje os 8% para o setor: “Estou convencido de que 8% são suficientes para enfrentar os grandes desafios da educação na próxima década, que são a inclusão de crianças e jovens no sistema de ensino e a melhoria da qualidade da educação como um todo”.
Plenário
O líder do PSD não soube avaliar qual será a posição do Plenário caso o recurso seja aceito. “A análise das bancadas e dos deputados é que determinará se haverá um crescimento paulatino ou mais robusto do investimento em educação”, disse Guilherme Campos.

Já Dorinha acredita que deverão prevalecer os 10% no Plenário. “Isso se o tema for a Plenário, porque acredito que esse recurso nem deve ir para frente. Muitos deputados devem retirar suas assinaturas. Que deputado em são consciência vai querer passar para a Nação que não tem compromisso com a educação?” indagou.
Segundo a Secretaria-Geral da Mesa Diretora da Câmara, não é mais possível a retirada individual de assinaturas do recurso, mas é possível a retirada da proposta. Para isso, seriam necessárias as assinaturas de pelo menos 41 dos 80 deputados que apresentaram o requerimento.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Conheça os governadores reprovados no Ideb


Treze redes estaduais de ensino não bateram metas de crescimento no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica estipuladas pelo Ministério da Educação.


Os dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Idep) 2011 divulgados nesta terça-feira pelo Ministério da Educação (MEC) revelam que 13 redes estaduais não bateram todas as metas, estabelecidas em 2005, para que o ensino atinja em 2021 uma qualidade compatível com a dos países desenvolvidos.
Nos anos iniciais do ensino fundamental, Alagoas, Paraná e Rio de Janeiro estão abaixo da meta. Doze Estados não conseguiram alcançar a meta nos anos finais desta etapa: Alagoas, Amapá, Bahia, Espírito Santo, Pará, Paraíba, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondonia, Roraima e Sergipe. No ensino médio, Alagoas, Distrito Federal, Espírito Santo, Pará, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Sergipe não atingiram as metas.
Do Blog:
Mesmo com esses resultados provenientes da falta de investimento por parte do nossos gestores, a principal ferramenta para mudar esse quadro seria o novo PNE - Plano Nacional de Educação. Este está correndo um sério risco de não sair do papel este ano.  Falta compromisso por parte da maioria dos entes federativos e do próprio Governo Federal em elencar verbas destinadas ao desenvolvimento do Ensino Básico do País. Não se melhora a educação desvalorizando seus profissionais, não se melhora a educação sem investimento de verdade nas instituições de ensino. O investimento maior deve ser na base, muito tem se investido no Ensino Superior. O que segura uma casa durante toda sua vida é a fundação, seus alicerces, estes devem ser bem feito, ou do contrário, em poucos anos as rachaduras nas paredes logo começarão a aparecer, e se nada for feito, a casa virá abaixo. 

domingo, 12 de agosto de 2012

O Governo Federal tenta a todo custo adiar a Execução do PNE - Plano Nacional de Educação. A última façanha foi mandar um recurso a Câmara Federal pedindo aos Deputados o adiamento da votação final da matéria.

Governo Federal apresenta recurso ao PNE.


Medida deve inviabilizar a votação do Plano esse ano.

No início da noite do último dia previsto pelo regimento da Câmara dos Deputados para apresentação de recurso à votação do PNE, ocorrida na Comissão Especial do Plano Nacional de Educação (a qual aprovou 10% do PIB para a educação), o Governo emitiu ordem a seu líder no sentido de protocolar o expediente postergatório que, segundo as intenções do Governo, só será apreciado pelo plenário da Câmara após as eleições municipais. E isso, sem nenhuma dúvida, impedirá a aprovação do PNE no Congresso, neste ano de 2012, pois a matéria ainda terá de passar pelo Senado e, muito provavelmente, retornar à Câmara Federal.

A CNTE já havia adiantado que essa medida governamental significaria um “tiro no pé”, sobretudo por duas razões: primeiro, porque afronta os interesses da maioria da sociedade civil, em especial dos movimentos sociais engajados na luta pela universalização da educação de qualidade; segundo, porque condiciona o país a ficar ao menos 4 anos sem uma legislação prevista na Constituição, de extrema importância para dirimir as políticas públicas educacionais de forma coesa e equânime. Não nos esqueçamos de que após a aprovação do PNE no Congresso, estados, DF e municípios terão mais um ano para aprovarem seus planos de educação em consonância com as metas nacionais - não obstante os mesmos poderem adiantar a feitura de suas leis locais para posteriormente adaptá-las ao PNE.

No próximo dia 5 de setembro, a CNTE e a CUT, através de seus sindicatos filiados e de outras organizações sociais e sindicais, marcharão em Brasília para cobrar a aprovação imediata do PNE - com 10% do PIB para a educação e com a destinação dos royalties do petróleo para o setor - e o cumprimento do piso salarial do magistério, sem alteração do critério de atualização do valor monetário e respeitando-se sua vinculação à jornada extraclasse e aos planos de carreira da categoria.

Os/As trabalhadores/as em educação não admitirão que desculpas envolvendo a crise mundial retirem ou inibam os investimentos necessários à melhoria da qualidade da educação e à valorização de seus profissionais e dos demais servidores públicos em greve no país. Até porque para o setor produtivo (privado) o governo não tem medido esforços para liberar recursos públicos, seja por vias de empréstimos, seja por desonerações fiscais que, em última análise, comprometem as políticas sociais.
Lamentavelmente, a estratégia do Governo Dilma tem sido a de enfrentar sua base social, e isso pode trazer sérias consequências para o projeto inicialmente traçado pelo presidente Lula, que tem por meta promover a inclusão social, a valorização do serviço público e de seus servidores de carreira, o resgate das políticas sociais, em especial a educação, coisas que agora começam a se esgarçarem com medidas como a do recurso ao PNE e de truculência e desrespeito do Governo para com os servidores em greve.

Nosso compromisso é com a defesa dos interesses do Brasil, que perpassam pela qualidade dos serviços públicos e a valorização dos servidores. Por esta razão, estamos disponibilizando a lista dos parlamentares que assinaram o recurso ao PNE, para que a sociedade possa cobrá-los e os convencerem a retirar as assinaturas.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Justiça condena Prefeitura de Currais Novos a pagar o Piso Salarial Integral aos Professores Municipais.

Professores da Rede Municipal de Ensino ganha em 1ª Instancia Ação pelo cumprimento do Piso Salarial Nacional. Veja na integra de decisão tomada pelo Juiz Dr. Marcos Vinicius Pereira Júnior. 


Relação encaminhada ao DJE 
Relação: 0072/2012 Teor do ato: DISPOSITIVO 27.De acordo com as razões expostas acima, julgo PROCEDENTE EM PARTE os pedidos formulados na inicial e CONDENO o MUNICÍPIO DE CURRAIS NOVOS a: a) IMPLANTAR, a partir do mês de setembro de 2012, diante da concessão do pedido de tutela antecipada na sentença, o pagamento dos vencimentos dos profissionais que desempenham as atividades de docência ou as de suporte pedagógico à docência, isto é, direção ou administração, planejamento, inspeção, supervisão, orientação e coordenação educacionais, exercidas no âmbito das unidades escolares do Município de Currais Novos de educação básica, em suas diversas etapas e modalidades, com a formação mínima determinada pela legislação federal de diretrizes e bases da educação nacional, o piso salarial nacional ao professor com jornada de trabalho de 40 h (quarenta horas) em R$ 1.451,00 (um mil quatrocentos e cinquenta e um reais), ressaltando que ao professor com jornada de trabalho de 30 h (trinta horas) deve ser garantido o pagamento de piso de R$ 1.088,25 (um mil e oitenta e oito reais e vinte e cinco centavos), seguindo na mesma proporção, de acordo com as cargas-horárias de cada um dos profissionais. Ressalto, ainda, que com base no referido piso serão computadas todas as vantagens decorrentes da Lei Municipal nº 1.908/09, bem como outras existentes em favor dos profissionais; b) efetuar o pagamento da diferença entre os vencimentos pagos em desobediência da Lei nº Lei 11.738/08, e os que efetivamente deveriam ter sido pagos de acordo com a referida lei, isso até a efetiva implementação da lei já referida; c) ao pagamento, aos profissionais que desempenham as atividades de docência ou as de suporte pedagógico à docência, isto é, direção ou administração, planejamento, inspeção, supervisão, orientação e coordenação educacionais, exercidas no âmbito das unidades escolares de educação básica, em suas diversas etapas e modalidades, com a formação mínima determinada pela legislação federal de diretrizes e bases da educação nacional das horas extraordinárias trabalhadas, isso aos profissionais que cumpriram integralmente suas cargas-horárias com atividades de interação com os educandos, tudo a ser apurado em liquidação de sentença. Deve ser considerado, assim, o direito que os profissionais têm de reservar 1/3 (um terço) de sua jornada para dedicação a atividades extra-classe; d) PROVIDENCIAR, junto à Secretaria Municipal de Educação, o planejamento relativo a carga-horária dos profissionais beneficiados com a presente sentença, de modo a reservar 1/3 (um terço) da jornada de trabalho do professor para dedicação a atividades extra-classe, ressaltando que caso não sejam obedecidas tais determinações, deverá o MUNICÍPIO DE CURRAIS NOVOS pagar pelas horas extraordinárias trabalhadas. 28.Declaro, portanto, o presente processo EXTINTO com resolução de mérito, nos termos do art. 269, I, do CPC, estando concluído o módulo processual de conhecimento. 29.Sem custas, em razão do promovido ser isento do pagamento. Quanto aos honorários advocatícios, CONDENO o MUNICÍPIO DE CURRAIS NOVOS ao pagamento de R$ 10.000,00 (dez mil reais), de acordo com o § 4º do art. 20 do Código de Processo Civil, em razão da ausência de valor líquido da condenação, bem como em razão da realização do trabalho pelas advogadas da parte autora com zelo e organização; o local da prestação do serviço é o mesmo onde está localizado o escritório das citadas advogadas e, também, diante da elevada importância da causa, envolvendo direitos coletivos. Foi desnecessária a realização de audiências. 30.P.R.I. Intimem-se, pessoalmente, o Prefeito de Currais Novos, dando ciência do inteiro teor da presente sentença, bem como da obrigação de cumprir imediatamente o estabelecido no item 27, alíneas 'a' e 'd', em razão da concessão de tutela antecipada na sentença. Intimem-se, pessoalmente, também, a coordenadora regional do sindicato autor, para os fins que entenda de direito. 31.Após o vencimento dos prazos para interposição de recursos, caso não sejam interpostos, remetam-se os autos ao Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte, em remessa necessária, nos termos do art. 475, inciso I, do CPC, ressaltando, porém, que foi deferida tutela antecipada na sentença. Currais Novos/RN, 07 de agosto de 2012. Marcus Vinícius Pereira Júnior Juiz de Direito Advogados(s): Liana Louise Dantas Medeiros Othon (OAB 8415/RN), Maria das Vitórias Nunes Silva Lourenço (OAB 8392/RN), Oberdan Vieira Pinto Lima (OAB 3890/RN)

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Brasil, sil, sil, sil, sil!!!!!!

Estamos em pleno processo de Eleições municipais, dezenas de sangue-sugas que deveriam no minimo estarem se desculpando com o povo por causa da vergonhosa reputação política que tem, estão rindo da cara do cidadão. São políticos que nada fizeram além de surrupiar os cofres públicos tirando o direito constituinte o cidadão aos serviços que deveriam ser prestados pelo "poder" público e que na sua maioria não acontece. 

Estes se valem das leis feitas por eles próprios, leis que punem que não tem dinheiro para pagar aos morcegões da magistratura para que estes encontrem brechas dentro do nosso código civil que justifiquem seus desvio de conduta e os mantenha firmes e fortes fazendo o que mais sabem fazer. Botar a mão no dinheiro do povo.

A reformulação do código civil brasileiro deveria no minimo trazer em seu conteúdo algo que desse a população a certeza de que aqueles que cometerem crimes serão punidos de verdade, porém algumas questões levantadas pelos juristas responsáveis por essa reformulação, não está agrandando nenhum pouco grande parte da população. Uma delas é a liberação de drogas ilícitas, como a maconha. O que dizer as centenas de pais e mães que tiveram a vida dos seus filhos ceifada pela mãos de traficantes, de bandidos que fazem de tudo para viciar nossas crianças? O que dizer aos pais, mães e filhos que tiveram a vida dos entes queridos terminada por causa de assaltos, de crimes de morte, por viciados que para manter o vício não medem esforços nem consequências dos seus atos, roubam e matam para conseguir dinheiro para comprar essa droga? Vamos aguardar e ver como ficará essa reformulação, vamos torcer também para que os nossos deputados e senadores, antes de aprovar essa proposta, traga a mesma para ser discutida com a sociedade civil, que o povo tenha oportunidade de opinar sobre os rumos do novo código civil brasileiro.


domingo, 5 de agosto de 2012

Exemplo de Honestidade na Justiça Brasileira, nem tudo está perdido.



A capa deste Ministro têm:
Honestidade, Ética, Moralidade, e o mais importante há coragem, coisa que falta para muitos outros.
Em um país onde a desonra é moda, onde tirar proveito é a melhor opção, esse Senhor merece o nosso respeito!
Um modelo a ser seguido! Que os jovens de hoje se inspirem em sua honrades!
Hoje somos um país largado as moscas, essas que não dão descanso e nos roubam todos os dias, mas temos a esperança de justiça nas mãos do Senhor Ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa. Ele também fez justiça pela Educação deste país, foi relator da Lei 11.738/08 que criou o Piso Salarial Nacional do Magistério, dando parecer favorável pela constitucionalidade da lei, Ele mostrou para os políticos brasileiros, que reconhece o quanto a escola e seus mestres foram importantes para o desenvolvimento desta nação que morre aos poucos, por causa do câncer da corrupção. Suas células mais perigosas está justamente na área da política brasileira, os antibióticos da justiça já não causa tanto medo a essas células. Só conseguiremos curar esse câncer através da formação das nossas crianças, dando a elas exemplos de honestidades e honrades.
Uma pena que ele é um só!

 É BIS  e inelegível.  O TSE - TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL  forma maioria e vota pela inegibilidade do Imbrochável por mais oito anos.  O pr...