domingo, 13 de maio de 2012

NA BAHIA A GREVE DOS PROFESSORES CONTINUA

Professores decidem manter greve; mães que tiveram salários cortados receberão rosas.
 Rosas serão distribuídas para as mães

Os professores da rede estadual de ensino decidiram manter a greve da categoria, em assembleia realizada na manhã desta quinta-feira (10), 30º dia de paralisação na Bahia. O movimento será mantido pelo menos até a próxima terça (15), quando os docentes voltam a se reunir para discutir os rumos do movimento. Até lá, no entanto, os grevistas têm uma agenda cheia pela frente. Na noite desta quinta e no próximo domingo (13), os docentes farão um panfletaço no Estádio de Pituaçu, em Salvador, que será palco da partida do Esporte Clube Bahia contra a Portuguesa, pelas oitavas de final da Copa do Brasil, e do clássico BA-VI, que vale o título do campeonato baiano. Já no sábado (12), a partir das 10h, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB) promove um ato simbólico em homenagem ao Dia das Mães. “Vamos distribuir rosas para chamar a atenção para a situação das professoras que tiveram os salários cortados e vão passar o dia das Mães sem dinheiro”, contou o presidente da entidade, Rui Oliveira, que viaja esta noite para Brasília onde participa de uma reunião na sede do Ministério da Educação (MEC). Antes disso, ele participa de um encontro com o arcebispo de Salvador e primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger, que tentará mediar as negociações entre professores e o governo do Estado.

Fonte: O Guarany

Do Blog: Enquanto se discute quem será ouvido ou não por causa dos milhões desviados do dinheiro público, professores por todo Brasil sofrem com a falta de compromisso e vergonha na cara dos governadores e prefeitos que pregam ser exemplos de honestidade. A maioria dos políticos brasileiros só servem de exemplo para bandidos que casam,  batizam e ficam impunes, como a maioria daqueles que botaram a mão no dinheiro público e estão aí rindo da cara do povo. O discuso durante o período político é um, após, a conversa é outra. Até quando o Brasil vai nadar em um mar de lama? Por quanto tempo mais a corrupção tomará conta dos rumos do nosso país? 

sexta-feira, 11 de maio de 2012

O Circo foi Armado!

De Luis Fausto/No Minuto

Não passa de um circo a Comissão Parlamentar de Inquérito Mista (CPMI) montada em Brasília para investigar as ligações do bicheiro Carlinhos Cachoeira com toda a república. As sessões são secretas para todos, menos para os advogados dos acusados. 

Roberto Gurgel, o procurador-geral da República que desde 2009 sabia do envolvimento do então senador democrata Demóstenes Torres com Cachoeira, não pode se explicar e é blindado pelos ministros do STF. 

Citado 237 vezes nas escutas telefônicas montadas pela Polícia Federal, o governador tucano de Goiás, Marconi Perillo, continua distante da comissão.

Oitenta e dois bambambans do cenário nacional aparecem nas gravações, mas a maioria sequer entra no rol de suspeitos. Tenta-se misturar alhos com bugalhos, numa jogada armada para confundir a opinião pública. 

Descobre-se uma parceria inusitada entre Cachoeira e a revista Veja, mas não se investiga nada em nome da liberdade de imprensa. Em outras palavras, resumindo tudo, o que se vê é uma grande palhaçada.

E mais nada - Fonte: Vlaudey Liberato

Do Blog: Tudo não passa de um espetáculo muito bem feito, no picadeiro os Mágicos do Dinheiro Público, Deputados, Senadores, Governadores, Prefeitos e até Empresários, todos, muito bem treinados para enganar, ludibriar e maquiar a vergonha da Gestão Pública e dos Políticos no Brasil. E na plateia, muitos assistem de camarotes, em barracos, em casebres e nas mesas muitas vezes, apenas pratos cheios de esperança em dias melhores pois comida de verdade só em folheto de supermercado.

Em 2012, não faça da Urna Pinico, vote consciente!

Governadores da base do Governo Federal parece que também não estão fazendo o dever de casa. Primeiro foi o Governador Tarso Genro (PT-RS), agora é o Governador Jacques Wagner (PT-BA)


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Professores em greve a 31 dias na Bahia tem salários descontados. O Governador Jacques Wagner (PT-BA) além de quebrar o acordo feito com a classe no ano passado mandou cortar os salários dos grevistas.

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A coordenador da APLB informou ao secretário do MEC sobre o descumprimento, por parte do governador Jacques Wagner, do acordo assinado com a categoria em novembro do ano passado, no qual o governo se comprometia a reajustar os vencimentos dos professores com base no índice definido pelo MEC até 2014. Com a divulgação do percentual de 22,22% em fevereiro deste ano, o governador voltou atrás e fez uma nova proposta: dividir em duas vezes o acordo assinado em 2011, sendo que a primeira parcela seria paga em novembro deste ano e a segunda em abril de 2013. A categoria não aceitou e entrou em greve.
"Estamos no 31° dia de greve, sem perspectiva de término, e o governo não quer sentar conosco para discutir o movimento. Este mês o contracheque dos professores veio zerado. É a primeira vez que isso acontece", relatou o professor Rui.
O Secretário Arnóbio Marques afirmou ao coordenador da APLB e à secretária geral da CNTE que o MEC está sensibilizado com a causa dos educadores baianos, e que tentará dialogar com o governo estadual, para estimular a reabertura das negociações e o alcance do consenso entre as partes.
O professor Rui Oliveira considerou a reunião produtiva. "Acredito que essa reunião vai contribuir na resolução do problema, uma vez que a CNTE e o MEC tem um peso muito grande. Com essa intermediação, considero que daqui para frente poderemos ver uma luz no final do túnel. Esperamos que a categoria possa sentar à mesa e discutir com o governo os rumos do movimento", afirmou. (CNTE, 11/05/12)

quinta-feira, 10 de maio de 2012


CNTE critica divulgação de Ideb pelas escolas


A secretária-geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Marta Vanelli, criticou o Projeto de Lei 1530/11, que obriga as escolas de ensino básico a divulgar, em placas afixadas na porta dos estabelecimentos, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) da escola. O projeto está sendo discutido em audiência pública na Comissão de Educação e Cultura.

Segundo ela, o Ideb não é recurso de avaliação dos estabelecimentos da educação do País, e sim um instrumento de diagnóstico. Na visão dela, a divulgação do índice, como prevê a proposta, vai servir para "tirar o aluno da escola pública e levá-lo para a escola particular", o que seria prejudicial ao sistema educacional como um todo. "Temos que ter escolas boas para todos, não importa onde esteja a escola."

"Fixar a placa na frente de uma escola é lembrar a criança todos os dias que ela está em uma escola ruim", disse. Além disso, para ela, a ideia nas entrelinhas do projeto é de que "escola tem que melhorar" independentemente se recebe ou não condições financeiras para isso. "E qual é a responsabilidade do gestor público, como os secretários municipais e estaduais, nesse esforço?", questionou.

Marta defendeu a formulação de um instrumento completo de avaliação da escola, que inclua, por exemplo, as condições estruturais em que a escola está inserida.

Esclarecimentos
O diretor de Estatísticas Educacionais do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), Carlos Eduardo Sampaio, esclareceu que o Ideb aponta apenas se o aluno passou de ano e se tem as competências adequadas em português e matemática para o seu ano escolar. Segundo ele, o Ideb é uma referência da qualidade da escola, mas não é completo e não engloba todos os indicadores de qualidade.

Ele afirmou que o site do Inep já divulga os resultados do Ideb. Além disso, um boletim com os resultados é enviado a cada escola.
A audiência ocorreu no Plenário 10.
(10/05/12 Agência Câmara)

Do Blog: É muito fácil apontar os defeitos das escolas, difícil é o Poder Público assumir que não tem feito esforço suficiente para avançar na qualidade da educação do nosso país.  Dizer que uma escola em comunidade "A" é boa e que a outra da comunidade "B" é ruim, ou mesmo que a escola da comunidade "C" é regular, não ajuda em nada no desenvolvimento dessa instituição de ensino.  Como disse a Secretária geral da CNTE  "E qual é a responsabilidade do gestor público, como os secretários municipais e estaduais de educação?" Como eles vem agindo em relação a busca de soluções para os problemas de cunho estrutural, social e material das instituições de ensino?". Devemos sim questionar o que o Poder público tem feito no sentido de melhorar a qualidade do ensino no nosso país, do contrário estamos sempre correndo o risco de estar culpando: "Hora a condição social do aluno, hora a falta de valorização dos professores, o comportamento dos alunos, enfim, tudo, menos os verdadeiros culpados. 

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Educação infantil: Ministro aponta para a necessidade de atenção à creche e à pré-escola


O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, afirmou nesta segunda-feira, 7, no Rio, que pensar a educação no Brasil é pensar uma política que contemple da creche à pré-escola de forma sistêmica. “Esse é o alicerce da construção de todo o sistema”, disse o ministro, que fez palestra sobre os desafios para alfabetizar as crianças até oito anos ao participar da conferência Early Childhood: the International and Brazilian Experience (primeira infância: as experiências no Brasil e no mundo).

O encontro, na Fundação Getúlio Vargas, em Botafogo (Zona Sul), tem a participação do economista norte-americano James Heckman, ganhador do Prêmio Nobel de Economia em 2000. Mercadante destacou a importância dos trabalhos de Heckman para a formulação de políticas sociais destinadas à primeira infância em diversos países. “Os estudos mostram como esse crescimento na primeira infância é fundamental e decisivo para o desenvolvimento futuro das crianças”, 


Dados do Censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que 15,2% das crianças brasileiras com oito anos de idade ainda não estão alfabetizadas. Enquanto no Paraná e em Santa Catarina as taxas de não alfabetização nessa faixa etária ficam em 4,9% e 5,1%, respectivamente, o Maranhão, com 34%, e o Pará, com 32,2%, apresentam os casos mais graves.
Um dos instrumentos do Ministério da Educação para melhorar os índices de alfabetização das crianças brasileiras é o Programa Nacional de Reestruturação e Aquisição de Equipamentos para a Rede Escolar Pública de Educação Infantil (Proinfância). Ele surgiu para garantir a construção e a reforma de creches e pré-escolas públicas no Distrito Federal e municípios do país, além da aquisição de equipamentos para a rede física escolar.


Com o apoio do Proinfância, o MEC tem como meta construir 6.427 estabelecimentos até 2014. O investimento será de R$ 7,6 bilhões, com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Retorno — Economista, formado pela universidade de Princeton, Estados Unidos, James Heckman recebeu o prêmio Nobel em 2000 por sua contribuição na criação de métodos econométricos que ajudam a medir com precisão o impacto de políticas públicas. Segundo ele, o maior retorno que um país pode ter em educação é o investimento no primeiro ciclo de vida das crianças, quando elas estão construindo as habilidades não cognitivas e os traços de personalidade. “Eu acredito que o Brasil está indo nesse caminho, com estratégias de promoção da educação nos primeiros anos de vida da criança”, disse.

Assessoria de Comunicação Social

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