Recente estudo de professores da Universidade de São Paulo - USP, com base na Pesquisa por Amostragem de Domicílios (Pnad/IBGE-2009), revelou que cerca de 10% dos/as docentes brasileiros/as da educação básica complementam suas rendas com atividades desempenhadas fora do magistério, sobretudo através de vendas de cosméticos.
Para quem vive o dia a dia das escolas públicas, os resultados da pesquisa surpreendem mais pelo baixo percentual de quem pratica outras ocupações do que em razão de os/as professores/as terem que complementar, de fato, os baixos salários a que estão submetidos na maior parte do país.
Outro dado relevante sobre a complementaridade da renda familiar da categoria do magistério pode ser extraído do Censo do Professor (MEC/INEP-2009). O estudo indica que, pelo menos, 1/3 (um terço) do professorado da educação básica pública desempenha dupla ou tripla jornada de trabalho na profissão. Ou seja: a renda é reforçada por meio do principal instrumento de trabalho, porém de forma que compromete a saúde do/a educador/a e a própria qualidade do ensino.
A recorrente economia de recursos do Estado, que concedeu ao magistério a possibilidade de possuir mais de um vínculo empregatício no setor público e que exime os gestores de investir na formação inicial e continuada e nas condições de trabalho da categoria, cada vez mais colide com a perspectiva de melhorar a qualidade da educação. Pior: ao invés de reverter essa realidade, as administrações públicas - paradoxalmente e com o apoio da parcela da mídia subserviente - investe na responsabilização dos/as educadores/as pela baixa qualidade dos sistemas de ensino, cuja gestão, em sua maioria, não permite a participação da comunidade escolar nos processos de formulação, aplicação e verificação das políticas públicas.
Por óbvio que os problemas inerentes à qualificação profissional do magistério não se restringem ao salário. Mas esse, conjugado com a expectativa de carreira e de valorização social da profissão, é o maior deles. Corroborando essa tese, o diagnóstico da meta 17 do Plano Nacional de Educação, que trata da remuneração do magistério, revela que o/a professor/a com formação de nível médio (curso de magistério) detém renda média 38% acima dos demais trabalhadores brasileiros com escolaridade similar. Contudo, essa relação se inverte, na mesma proporção, quando o/a professor/a com formação de nível superior (maioria no Brasil) tem sua renda comparada com os demais trabalhadores de formação universitária. E isso é um fator de desestímulo à qualificação, ainda mais quando o próprio professor precisa arcar com o ônus financeiro de sua formação ou quando não dispõe de concessão de tempo pelos gestores para fazê-la adequadamente.
Para a CNTE, o piso nacional do magistério - vinculado à carreira - representa um primeiro passo na direção da equidade laboral dos/as educadores/as no país, condição fundamental para elevar a qualidade da educação com equidade. Mas muitos governadores e prefeitos - e, agora, até a justiça de um Estado, o Pará, em confronto com a decisão do Supremo Tribunal Federal - insistem em não observar a norma federal que também prevê jornada de trabalho para o/a professor/a com tempo dedicado às atividades extra-sala de aula (preparação e correção de atividades, reuniões pedagógicas e com os pais, formação no local de trabalho, dentre outras).
Outras questões afetas à qualidade da educação e que desestimulam o ingresso da juventude na profissão, ou que afastam, por doença ou desestímulo, os atuais professores das redes de ensino, consistem nas defasagens da formação inicial (sob responsabilidade majoritária de faculdades privadas, ou provida em cursos à distância), na falta de qualificação permanente ofertada pelo Estado, nas jornadas de trabalho incompatíveis com a profissão, nas deficientes formas de contratação no serviço público e nas precárias condições de trabalho e de vida oferecidas aos profissionais - em sua maioria mulheres, o que denota discriminação de gênero nesse setor de atividade profissional. E, sem que esses pontos sejam devidamente contornados, pouco se avançará na valorização do magistério e dos demais profissionais da educação e na melhoria da qualidade do ensino público.
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10% do PIB, CUMPRIMENTO DO PISO E PLANO DE CARREIRA, UM DIREITO DE TODOS.
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Baixos salários, “bicos” e desrespeitos à profissão de professor
domingo, 6 de novembro de 2011
A caixa Preta da Prefeitura de Currais Novos continua fechada.
Estamos chegando ao final do ano. O que conseguimos até agora em relação ao Piso Salarial do Magistério em nossa cidade?
É vergonhoso mas, é a verdade. Depois de quase 50 dias de greve, tivemos como "conquista apenas 5%". Os números mágicos não apareceram, a Caixa Preta da Prefeitura continua fechada. Não existe a mínima condição de se negociar valores sem ter em mãos os dados verdadeiros referentes a esses valores.
Lembro que em 2001 o slongam dessa administração era: "Governo de Confiança" hoje esse mesmo slongam seria um verdadeiro tapa na cara do cidadão.
"Se não tenho o que esconder, mostro o que tenho. se não mostro o que tenho, é porque escondo alguma coisa, algo tem de errado e por isso não posso mostrar".
Se o Prefeito Geraldo Gomes não tem nada mesmo a esconder, então abra a caixa preta da Prefeitura e deixe que os interessados estudem as contas, traga pra mesa de negociação a folha de pagamento da educação. mostre nos onde esta sendo investido todo dinheiro destinado para o desenvolvimento do ensino em nosso município.
Acredito que se realmente constatarmos que a Prefeitura não tem mesmo condições financeiras de arcar com as despesas de pessoal da educação, e se for do interesse do Senhor Prefeito, estaríamos dispostos a ir com o mesmo até Brasilia dizer ao Ministério da Educação, que Currais Novos não tem condições de pagar o Piso.
Porém, como a caixa preta pelo vai continuar fechada, deixo aberto o imaginário das pessoas.
Escolas caindo os pedaços, falta de material, desvalorização dos profissionais, queda da matrícula escolar na rede, alunos que ainda andam em pau de arara por falta de transporte regular, e etc, etc,etc.....
Onde esta sendo investido os R$ 20.000.000 (Vinte Milhões de reais) que a Câmara de Vereadores deixou livre para o Senhor Prefeito gastar como ele quiser?
Projeto de 220 dias letivos recua
Os 220 dias letivos pensados pelo MEC estão fora de pauta. Para a direção do Sinte essa foi a melhor decisão que o Ministério poderia ter tomado. A coordenadora geral do Sindicato, Fátima Cardoso, já havia se posicionado contra o aumento de dias letivos e acrescentou: “Isso seria uma barbaridade, um atentado a nossa categoria. O bom neste momento é que entidades como os sindicatos, a CUT e a CNTE, têm feito com que ações dessa natureza cheguem ao fim com vitória para aqueles que sabem o que pode ser feito para melhorar a qualidade da educação sem escravizar os profissionais.”.
Com o fim do projeto, uma outra pauta ganha espaço dentro do Ministério, e esta, sim, atende às reivindicações dos profissionais de Educação: o tempo integral nas escolas. “Essa é uma matéria que não queremos perder de vista e vamos lutar até garanti-la.”, disse a coordenadora.
Do blog:
Aumentar o tempo de aula do professor com os educandos não seria a solução mais acertada, acho que o Ministério da Educação deveria pensar em um meio de punir Administrações Públicas como a do Prefeito Geraldo Gomes de Oliveira que não investe em Qualidade da Educação.
Só políticas sérias voltadas para o desenvolvimento da qualidade da escola pública é que acabaria de vez com todo atraso da Educação Pública no Brasil.
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
O tempo não apagou!
Há exatamente dez anos atras neste mesmo período, com esse mesmo administrador, estávamos a mais de 70 dias acampados na praça Desembargador Tomás Salustino, aquela mesma que no inicio do ano também estivemos acampados, lutando pela mesma causa, a valorização dos profissionais da educação em nossa cidade.
Talvez por ironia do destino ou mesmo por má sorte de nós educadores, a administração que aí está nunca soube o que é prioridade, para eles prioridade é fazer festa para enganar o povo e encher as ruas de paralelepipado, é isso, que no vocabulário deles é sinônimo de investimento.
Podemos perceber que em certas administrações públicas as coisas não mudam, o tempo passa, mas, as coisas continuam do mesmo jeito, se reparar bem nas fotos, veremos que os professores são praticamente os mesmos, as barracas e o objetivo também é o mesmo.
Estávamos querendo apenas uma coisa: Que a Administração Geraldo Gomes de Oliveira cumprisse suas promessas de campanha, honrasse com sua palavra, na eleição de 1999 ele também prometia valorizar os educadores de acordo com o plano de carreira vigente na época, ganhou a campanha e não cumpriu sua promessa, na eleição de 2008 não foi diferente, também garantiu valorizar os profissionais da educação, muitos cairão na lábia, até mesmo alguns que em 2001 fizeram parte desse acampamento, que lutou junto com os demais companheiros, que não se iludiram, ou não trocaram sua dignidade por um cargo comissionado.
Teve professor que até se vestiu de vaca e riu da cara de outros companheiros e até vibrou com a vitoria do "Prefeito da Educação" do "Desenvolvimento" e aquele grito de Uiiiiiiiiiiii! nada mais era do que um prenuncio do que estava por vir, até parece que os companheiros estavam profetizando as angústias pela qual os demais passariam, eles não, suas gratificações os fizeram esquecer todo sofrimento, toda humilhação a qual foram submetidos. Que pena! quatro anos passa tão rápido, já estamos no fim. quem será o adivinhão dessa vez? Vamos esperar pra ver.
"Como será o amanhã? Responda quem souber?"
CNTE realiza marcha pela Educação com sucesso
A CNTE realizou a 5ª Marcha Nacional em Defesa e Promoção da Educação Pública, em Brasília. Com o tema “10 mil pelos 10% do PIB para a Educação”, a marcha reuniu cerca de 10 mil brasileiros de todas as regiões do país.
Veja aqui as fotos da Marcha
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Dia 20 de novembro é comemorado o Dia Nacional da Consciência Negra e 2011 é o Ano Internacional dos Afrodescendentes. A CNTE através do seu Coletivo Antirracismo Dalvani Lellis e de todas as suas secretarias, tem se empenhado para disseminar uma cultura antirracista não só nas escolas, como também, no meio sindical e na sociedade, com base nos encaminhamentos de seu 5º Encontro Nacional, que definiu a criação de uma Coordenação Nacional representativa das diversas regiões do Brasil, além da publicação de um Caderno de Educação próprio.
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