domingo, 6 de maio de 2012

Alfabetizar em três anos


PEDRO DEMO 2
Fonte:  www.janeayresouto.com.br
Pedro Demo*
Assim está no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), diretriz 2: “Alfabetizar as crianças até, no máximo, os oito anos de idade, aferindo os resultados por exame periódico específico”. Propõe-se que este tempo seja o máximo possível, mas, como é típico de nossa realidade,muito provavelmente será o mínimo. E, dentro desta mentalidade, a alfabetização corre o risco de nunca mais se completar, como é hoje a condição comum nas escolas públicas. Dados do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) de 2003 indicavam que por volta de 20% dos alunos que estavam na 4ª série não sabiam praticamente nada (estágio muito crítico), subindo esta cifra para 30% no Nordeste.
Uma reportagem muito interessante publicada pela revista Desafios do Desenvolvimento, de autoria de Sérgio Garschagen (nº 36 de outubro de 2007), apresentou a comparação de 49 países em termos de repetência e evasão escolar, sacando a conclusão (com base em pesquisa de Sergei Soares) de que o uso da “progressão continuada” seria o responsável maior do êxito escolar, posição muito defendida pelo Ministério da Educação (MEC) atualmente (em especial da Secretaria do Ensino Básico) e constante da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB). Entendo que progressão continuada pode/deve ser defendida, sim, mas em nosso meio tornou-se “progressão automática”, fenômeno que o texto de Garschagen acaba reconhecendo, quando alega que 43% dos estudantes de São Paulo (o estado mais rico do país) concluem o ensino médio com bagagem em escrita e leitura esperada na 8ª série do ensino fundamental.
Não se deve reprovar, porque as pesquisas sugerem que este procedimento não promove a aprendizagem, além de causar estragos na autoestima do aluno. No entanto, pretendo,neste texto preliminar, questionar a prática da progressão continuada/automática entre nós, porque tende fortemente a não se correlacionar com aprendizagem, o que vem atestado irônica e sistematicamente nos dados do Saeb: os últimos resultados disponíveis (de 2005) indicavam queda forte nas cifras, em especial na 8ª série do ensino fundamental e na 3ª série do ensino médio (inclusive para as escolas particulares e nas regiões mais desenvolvidas do país). Impressionante foi a queda astronômica registrada pelo Saeb de 1999 (por volta de 17 pontos em língua portuguesa e de 8 a 10 pontos em matemática – com exceção da 8ª série),muito provavelmente devido à introdução dos 200 dias letivos em 1997.
A nova LDB foi aprovada no fim de 1996, entrando, praticamente, em vigor em 1997. Os resultados maléficos dos 200 dias letivos apareceram, porém, claramente em 1997, sugerindo que aumentar o que é ruim (aula instrucionista) pode facilmente piorar ainda mais. Ainda que esta hipótese deva ser tomada com cautela, ocorre que a expansão quantitativa dos dias letivos não teve – em momento nenhum nos dados do Saeb – qualquer efeito positivo.
A progressão continuada, como vem sendo praticada no Brasil, faz parte de uma praga geral da política social brasileira, denunciada com vigor por Francisco de Oliveira e Cibele Saliba Rizek como “gestão”, não enfrentamento da pobreza. É uma tática esperta de ir empurrando com a barriga através de propostas residuais e compensatórias problemas cuja solução exigiria “virar a mesa”. Entendo que alfabetizar em três anos é, desde logo, impor ao aluno a condição de repetente contumaz, ao repetir por três anos a mesma coisa, como regra de maneira inepta e sem chances ulteriores de alfabetização adequada. Existe aqui um problema de interpretação dos dados disponíveis, em meio a contradições flagrantes.
Por exemplo, o Ideb realiza o cálculo de seu índice não com dados provenientes das escolas, mas da Prova Brasil – feita pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), porque não aceita os dados da escola como base. Já a discussão sobre evasão e repetência quase sempre toma os dados da escola como referência, induzindo a uma inflação sonora do desempenho, sempre desmentido – não menos sonoramente – pelo Saeb,provocando um diálogo de surdos: enquanto a escola reprova cada vez menos, o Saeb garante que os alunos aprendem cada vez menos.Haja progressão!
*Pedro Demo é professor da Universidade de Brasília (UnB) e pesquisador aposentado do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)

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sábado, 5 de maio de 2012

Essa foi eleita a piada da semana.

Procurado pela Rede Globo para falar a respeito do caos na Saúde do RN
o secretário deu a seguinte resposta:
Fonte: oCocotaSeco.com

FNDE repassa R$ 96,4 milhões do PDDE



ASCOM-FNDE – O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) transferiu nesta semana mais de R$ 96 milhões do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) a unidades de ensino dos 26 estados brasileiros. Os recursos devem estar disponíveis nas contas correntes das escolas contempladas na próxima segunda-feira, 7.
Escolas municipais de São Paulo foram as mais beneficiadas nesses repasses. Ao todo, o FNDE transferiu R$ 15,2 milhões para unidades paulistas. Em seguida, vieram as escolas do Ceará (R$ 10,7 milhões) e da Bahia (R$ 10,1 milhões).
Criado em 1995, o PDDE tem a finalidade de prestar assistência financeira, em caráter suplementar, às escolas da rede pública de educação básica e às escolas privadas de educação especial mantidas por entidades sem fins lucrativos. O objetivo é promover melhorias na infra-estrutura física e pedagógica das unidades de ensino e incentivar a autogestão escolar.
Os recursos, que são repassados diretamente às escolas, destinam-se a pequenos reparos nas unidades de ensino e à manutenção da infraestrutura do colégio. Também podem ser utilizados na compra de material de consumo e de bens permanentes, como geladeira e fogão. Ao longo dos anos, novas ações foram incorporadas e, hoje, também promove a acessibilidade nas escolas públicas e financia a educação integral.
O orçamento do programa para este ano é de R$ 1,9 bilhão. No ano passado, o FNDE repassou mais de R$ 1,5 bilhão em benefício de mais de 137 mil escolas.
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sexta-feira, 4 de maio de 2012

Se você conhece algum caso de violência contra a mulheres denuncie. Ligue 190.

A cada hora, cerca de sete a oito mulheres são vitimas de violência doméstica no Brasil.  Em 24 horas, a Polícia de Botucatu registrou três casos de violência doméstica na Cidade. Todos os casos foram agressões contra mulheres.

O primeiro, foi uma adolescente de 17 anos, que recebeu socos no rosto do irmão, de 21 anos. Segundo o relato da jovem, ela estava esquentando água no fogão, para tomar banho, quando o irmão alegou que iria gastar muito com essa ação e passou a agredi-la. A garota relatou em Boletim de Ocorrência que pegou uma faca para se defender, mas recebeu um soco no olho.

A segundo ocorrência foi no Jardim Continental, onde uma mulher de 21 anos teria apanho do marido. A vitima disse que teve a cabeça batida por diversas vezes contra a parede, após uma briga com o companheiro.

Já o terceiro caso também ocorreu no Jardim Continental. A mulher de 31 anos relatou que ela e o marido saíram, mas ele retornou antes do que ela. Quando a esposa chegou em casa foi recebida com chutes e socos.

"Nós é que somos brasileiros"

Ao ver essa imagem até arrepiei, esse cabloco carregando uma policial é um professor, que estava em uma manifestação em são paulo, revindicando um melhor salário pra categoria. A PMSP entrou em conflito com os professores e essa policial se machucou, o professor a pegou nos braços e a socorreu.

Nossos inimigos não são os policiais, e sim o próprio povo, que em pleno século XXI ainda acha que urna é pinico e acha que voto de protesto é "zuar" na urna!

Esse ano é um ano eleitoral, vamos refletir antes de votar, e na falta de opção, não vote de brincadeira, anule o voto, pois isso sim é um voto de protesto!

 É BIS  e inelegível.  O TSE - TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL  forma maioria e vota pela inegibilidade do Imbrochável por mais oito anos.  O pr...