10% do PIB, CUMPRIMENTO DO PISO E PLANO DE CARREIRA, UM DIREITO DE TODOS.
quinta-feira, 29 de março de 2012
quarta-feira, 28 de março de 2012
Assembleia Legislativa do RS corrobora ilegalidade do governador Tarso Genro
Em
votação que sacramenta a ilegalidade do Governo do Estado do Rio Grande Sul,
diante da Lei Federal nº 11.738, a Assembleia Legislativa gaúcha aprovou, dia
20, projeto que mantém os vencimentos-base da carreira de magistério abaixo do
definido nacionalmente para a categoria.
A
decisão da AL/RS, que acatou projeto do Executivo estadual, afronta recente
ordem da justiça local – ordenando o governador Tarso Genro a pagar o valor de
R$ 1.451,00, divulgado pelo MEC para 2012 – e colide com a decisão do Supremo
Tribunal Federal, que reconheceu o piso nacional como valor abaixo do qual
nenhum vencimento para o/a professor/a com formação de nível médio poderá ser
estabelecido pelos gestores da União, dos Estados, do DF e dos Municípios.
Ao
apostar na impunidade e na tentativa de rebelião contra a Lei do Piso, o
governador Tarso Genro não apenas macula sua reputação política – na condição
de signatário da Lei 11.738 – como também promove grandíssimo desserviço à luta
nacional pela educação pública de qualidade com equidade, e pela efetiva
valorização de seus profissionais.
Brasília,
21 de março de 2012
Diretoria Executiva da CNTE
Proposta de reajuste salarial é enviada para votação
O
Projeto de Lei que trata dos vencimentos básicos dos Educadores do Estado foi
enviado pela governadora Rosalba Ciarlini à Assembleia Legislativa, nesta
terça-feira (27). O Projeto, que deve ser votado em caráter de urgência, trata
da proporcionalidade do piso salarial para a jornada de 30 horas, com base no
valor de hora/aula.
O
projeto deverá ser votado nesta quinta-feira (29), com implantação dos 22,22%
no contracheque de março para professores e especialistas que se encontram em
atividade na SEEC, nas Direds e nas escolas.
Para
os aposentados o Projeto de Lei apresenta um retrocesso nas negociações: a
divisão do reajuste em quatro parcelas entre os meses de abril, junho, agosto e
outubro. Mas a categoria já começou a se mobilizar. Em Mossoró, por exemplo, os
aposentados se reunirão nesta sexta-feira para discutir o projeto e definir
ações para fortalecer a campanha salarial.
O
coordenador geral do Sinte, Rômulo Arnaud, disse que a luta se intensificará e
que a decisão arbitrária do Governo não passará ilesa. “Vamos nos unir ainda
mais e lutar por um reajuste mais igualitário. Não podemos assistir a uma
proposta discriminadora que busca quebrar a unidade da categoria e deixar em
segundo plano quem tanto lutou pela melhoria da Educação.”
Veja
o Projeto de Lei aqui.
terça-feira, 27 de março de 2012
Marco Maia criará comissão para discutir piso salarial do professor
O presidente da Câmara, Marco Maia, disse hoje que criará uma comissão para discutir o piso salarial do professor. O anúncio foi feito a representantes da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e a deputados da Frente Parlamentar em Defesa do Piso dos Professores que se reuniram com Maia.
De acordo com a coordenadora da frente, deputada Fátima Bezerra (PT-RN), a ideia é que a comissão consiga construir um acordo entre magistério, prefeitos, governadores e governo federal para só então o Plenário da Câmara poder votar a proposta que muda o cálculo do reajuste anual do piso (PL 3776/08). O projeto prevê que o reajuste passe a ser feito pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), usado para medir a inflação.
Pelas regras atuais, o aumento chegou a 22% neste ano, alcançando R$ 1.451 por mês para o professor. Em visita ao Congresso nesta semana, governadores e prefeitos de todo o País alegaram que muitos municípios e a maioria dos estados não seriam capazes de arcar com o salário do professor e por isso defenderam que o reajuste seja feito com base no INPC.
Sem ganho real
O presidente da CNTE, Roberto Leão, argumenta, no entanto, que o aumento pelo INPC não traria ganho real para o salário do professor. Leão acredita que a comissão a ser criada por Marco Maia será capaz de encontrar um meio termo que valorize o magistério e, ao mesmo tempo, permita o equilíbrio orçamentário de prefeituras e estados.
Íntegra da proposta:
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